Plano energético conta com gás boliviano até 2030
Data: 20/09/2006
 
Maurício Capela
Valor Econômico


O gás importado da Bolívia para o Brasil, cujo contrato prevê 30 milhões de metros cúbicos diários e vai até 2019, faz parte do Plano Nacional de Energia (PNE) que o governo brasileiro está formatando para 2030. Esse plano, cujas diretrizes começam a ser alvo de discussão ainda neste ano, também conta com a auto-suficiência desse insumo no país, cuja data ainda é incerta. A afirmação é do secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia, Marcio Zimermann.
O secretário, contudo, evitou falar sobre o atual momento que passa o contrato entre Bolívia e Brasil. Segundo Zimermann, esse é um assunto que está sendo conduzido pelo próprio ministro Silas Rondeau e pela Petrobras. Perguntado se o preço do gás poderia subir no país após as eleições, o secretário preferiu dizer que isso faz parte de "um processo de negociação".
Atualmente, o Brasil consome 4% de gás na geração de energia elétrica. Desse total, contudo, 2% é importado e 2% é obtido em solo local. No entanto, em 2015, há números preliminares mostrando que em energia elétrica o gás poderá representar ao redor de 9%, mas o secretário explica que essa informação ainda é passível de avaliação futura.
 

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