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Consumo de eletricidade afunda após medidas de isolamento social

Data: 14/4/2020

O consumo de eletricidade é um ótimo termômetro para saber como está a atividade econômica de um país. Estudo realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostra que, após as medidas de isolamento social de combate ao Covid-19, o consumo de energia elétrica do Brasil recuou 8%. A carga média que estava na ordem de 70 mil MW caiu para faixa de 62 mil MW. Os dados comparam o consumo de energia entre os dias 1º a 17 de março (antes das medidas do governo) com o período entre 18 de março a 3 de abril. A CCEE alerta que os dados são preliminares e ainda podem sofrer ajustes por parte dos agentes.

Em vídeo publicado na internet, o presidente da CCEE, Rui Altieri, explica que apesar das pessoas estarem mais tempo em casa, o aumento do consumo residencial não foi suficiente para compensar as variações negativas das classes comercial e industrial. O consumo no mercado livre registrou queda de 10%, considerando os mesmos períodos de comparação. No mercado regulado, a queda chegou a 7%.

O estado do Rio Grande do Sul foi o que apresentou a maior queda no consumo de energia desde que as medidas de isolamento social para contenção da Covid-19 começaram a vigorar no país, com redução de 17%. Os estados de Santa Catarina, Alagoas e Sergipe registraram queda de 14% na demanda elétrica, enquanto o Ceará registrou uma diminuição de 12%. O levantamento não inclui os dados de Roraima e Acre. Clique aqui para ver o estudo completo.

Considerando o consumo de energia no Brasil, por ramo de atividade, os segmentos de veículos e têxteis mantiveram as maiores quedas no mercado livre, na comparação com a análise divulgada na semana passada. O setor automotivo teve queda de 45% no período analisado. Já o setor têxtil apresentou redução de 34%, enquanto o segmento de serviços teve redução de 32%.

Considerando o consumo registrado no dia 3 de abril, esses mesmos setores apresentaram os piores índices, alcançando uma queda de 75% no setor automotivo, 52% no setor têxtil e 39% no segmento de serviços.

Fonte: Canal Energia - Agência Canal Energia