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Repotenciação de hidrelétricas entra no foco da Aneel

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Agência realiza workshop sobre o assunto nesta quinta-feira, 14. ONS e associações farão apresentações sobre benefícios

A Agência Nacional de Energia Elétrica realiza na próxima quinta-feira, 14 de julho, o workshop “Repotenciação de Usinas Hidrelétricas”, às 14 horas, em Brasília. O encontro contará com apresentações conjuntas de Apine e Abrage; Abrace e Anace; além da Abiape. Os especialistas Célio Bermann, da USP, e Edson da Costa Bortoni, da Unifei, também tratarão do tema. O Operador Nacional do Sistema Elétrica falará da importância da repotenciação para o atendimento aos requisitos operativos do Sistema Interligado Nacional.
A Abrage realizou um estudo junto a seus associados, a pedido da Superintendência de Regulação da Geração da Aneel, e constatou que há possibilidade de acrescentar mais 5.214 MW em novas unidades geradoras em 14 usinas existentes. Para a SRG, em nota técnica 026/2011, o incentivo regulatório para os projetos de repotenciação é uma “alternativa interessante no curto/médio prazo para solucionar o problema de atendimento da demanda máxima do sistema”.
A SRG ressaltou que “o cerne da proposta é tratar a repotenciação como um problema elétrico de atendimento à demanda máxima”. Os técnicos frisam ainda que “a resolução do problema elétrico deve trazer ganhos energéticos, com o turbinamento de vazões que seriam vertidas”. E continuam: “No entanto, quanto tratamos de atendimento à demanda máxima, estamos especificando que se trata de um problema de reserva operativa, um serviço anciliar”.
Para a Aneel, a melhor alternativa analisada para incentivar a instalação de unidades geradoras adicionais ou repotenciar as unidades existentes, e ao mesmo tempo mitigar os problemas de atendimento da demanda máxima, é a realização de leilão para contratação de disponibilidade para prestação do serviço anciliar de controle secundário de frequência. Os técnicas observaram que o certame deve “privilegiar os menores preços para disponibilização desse serviço ao longo da vida útil do empreendimento”.

Fonte:  Canal Energia – Alexandre Canazio

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