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Notícias classificadas : Leilão

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse ontem que o leilão para a compra de energia A-3, para entrega a partir de janeiro de 2015, foi adiado para junho deste ano devido à falta de demanda por parte das distribuidoras. O leilão estava marcado inicialmente para este mês.

"Parte da demanda já será suprimida pelas máquinas das usinas do Madeira e Belo Monte, que começarão a entregar energia também em 2015. Além disso, trata-se de uma energia muito mais competitiva, mais barata, o que é bom para o consumidor", disse Tolmasquim, ao chegar para a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), no Ministério de Minas e Energia.


O presidente da EPE disse que, apesar de adiado, a expectativa é de que o leilão de fato ocorra. Segundo ele, haverá tempo para que as distribuidoras possam rever seus planos de demanda e para que alguns consórcios possam garantir documentos que faltaram.


Já o leilão A-5, para entrega de energia a partir de 2017, não deve correr riscos, afirmou Tolmasquim. "Para 2015, já houve contratação de energia. Mas, para 2017, ainda não", afirmou sobre o leilão de A-5 previsto para ocorrer no fim do ano.

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Cinco lotes foram leiloados ontem, na BM&FBovespa, sendo que os dois primeiros foram vencidos pelos mesmos investidores, a Copel e a State Grid.

 

O primeiro leilão de transmissão de 2012, realizado ontem na BM&FBovespa, terminou com um deságio médio de 38,38%, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que organizou a licitação. O diretor-geral da autarquia, Nelson Hubner, destacou que a expressiva redução na Receita Anual Permitida (RAP) negociada no certame ocorreu, principalmente, em decorrência da forte competição observada nos dois primeiros lotes ofertados, o A e o B.
Tais lotes se referem ao sistema de interconexão das cinco usinas que serão construídas no Rio Teles Pires.
Para o lote A foram vencidos pelos mesmos investidores, Copel e State Grid, que fecharam dois consórcios distintos para disputar cada um deles - o Sino-Copélico e o Guaraciaba -, nos quais a State Grid detém 51% e a Copel fica com os 49%.
Para o lote A foi oferecido deságio de 43% e para o segundo, de 37%. "Somente nesses dois lotes houve uma economia de quase R$ 150 milhões no custo de transmissão, na comparação com as estimativas feitas pela Aneel", disse Hubner a jornalistas, após o encerramento do leilão.
Dos demais lotes leiloados ontem, o destaque foi para a participação das subsidiárias da Eletrobrás. Eletronorte levou o lote C, composto por linha e subestação no Amazonas, com deságio de 8,98%;
Chesf ficou com o lote D, de duas linhas e uma subestação na Bahia, com deságio de 5%, enquanto Furnas levou o lote E, de uma subestação no Rio de Janeiro, após deságio de 2%.
Hubner disse que esses empreendimentos ficam em centros urbanas, e onde os custos são mais altos devido à dificuldades de licenciamento e desapropriação e revelou que a Aneel está trabalhando para aprimorar sua estrutura de preços para obras nessas áreas.

 

Parceria.
A Copel assegurou que o forte deságio que propôs nos consórcios em parceria com a chinesa State Grid, vencedores dos lotes A e B do leilão de transmissão realizado ontem não prejudica a rentabilidade dos empreendimentos. "Posso afirmar e assegurar que a rentabilidade dos empreendimentos que disputamos aqui hoje (ontem) é segura e significativamente maior que nosso custo de capital próprio", disse o diretor de engenharia da Copel, Jorge Andriguetto.
O executivo não revelou os valores de custos ou de retorno, por serem considerados "estratégicos", mas destacou que Copel e State Grid elaboraram os estudos prevendo também as sinergias encontradas com os ativos que já pertencem à State Grid na região e da usina Colíder, de 300 MW, no Rio Teles Pires, que está sendo construída.
Nelson Hubner afirmou que a Copel poderá antecipar o início da operação da usina e, administrando as obras da transmissão, aproveitar para vender a energia antecipada no mercado livre, garantindo uma rentabilidade maior dos projetos.
Ao ser alertado de que após o leilão as ações da Copel caíram perto de 4% na Bovespa, Andrigueto declarou: "Quero deixar claro a todos os acionistas da Copel que todas essas ações, todos os lances, todos os estudos são feitos de tal forma que não nos é permitido agir de maneira irresponsável com qualquer lance que venhamos a ganhar".
A gigante chinesa State Grid tem planos de longo prazo no Brasil, salientou o presidente da State Grid Brazil Holding, Cai Hongxian. "Queremos ter um compromisso de longo prazo, queremos crescer com este país", afirmou a jornalistas, após participar do leilão.

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A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem o edital de licitação de novos empreendimentos de geração de energia elétrica que vão começar a operar no prazo de até três anos. O leilão, marcado para 22 de março, se destina à compra de energia proveniente de usinas hidrelétricas, eólicas e termelétricas movidas a gás natural ou a biomassa, que utiliza o bagaço de cana e outros resíduos.

O diretor da Aneel, Julião Coelho, prevê um novo sucesso dos parques eólicos no leilão, a exemplo do que ocorreu nas últimas licitações promovidas pela agência. Ele explica que há o fator de "conjuntura" e inovação técnica que tem tornado a fonte eólica bastante competitiva no país.

"O Brasil tem aproveitado o cenário que o favorece", disse o diretor após a aprovação do edital. Ele ressaltou que muitos fornecedores de equipamentos, que investiam na Europa, estão vindo buscar mercado no Brasil. O resultado, segundo o diretor, é a queda brusca do custo dos equipamentos.

Até o final de 2011, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 598 projetos para o leilão. Foram contabilizados 25,8 mil megawatts (MW) de capacidade para atender o mercado a partir de 2015. De todos os empreendimentos cadastrados, 524 projetos de geração são de fonte eólica (13,1 mil MW de potência). A fonte que registrou o segundo maior volume de capacidade de geração foi o gás natural, com 10,3 mil MW de potência e 26 projetos.

Os empreendimentos cadastrados pela EPE ainda terão que passar pelo processo de habilitação. Para as termelétricas a gás natural será exigido comprovação, por contrato, da garantia de fornecimento do combustível.

O edital definiu os limites de preço da energia negociada no leilão. O preço-teto da energia para as usinas hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas (PCH) foi fixado em R$ 112 o megawatt/hora (MWh). O mesmo preço foi estabelecido para as usinas eólicas e as termelétricas pelo critério de disponibilidade. O custo máximo da energia elétrica dos projetos de ampliação de hidrelétricas existentes ficou em R$ 82 MWh.

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O Ibama emitiu na início da semana licença ambiental para instalação total da linha de transmissão de energia elétrica que vai conectar as usinas do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio) ao sistema interligado nacional. O projeto tem orçamento total previsto de R$ 6,2 bilhões.

A linha será a maior faixa contínua de transmissão do Brasil, com 2.420km de extensão, cortando 85 municípios ao longo de cinco estados. A transmissão será feita em dois circuitos diferenciados, ligando as usinas de Porto Velho (RO) até a subestação coletora de Araraquara (SP), atravessando partes de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

A interligação foi apresentada no último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com status "atenção", pela falta da emissão da licença. A permissão do Ibama deve implicar milhões de reais em compensações socioambientais aos empreendedores - empresas dos grupo Eletrobras e Abengoa e a construtora Andrade Gutierrez.

Prevista para terminar em 2014, a implantação do "linhão do Madeira" permitirá a exploração total pelo país do potencial de Jirau (3,75 mil MW de potência) e Santo Antônio (3,15 mil MW), em Porto Velho (RO).

A diretora de licenciamento do Ibama, Gisela Forattini, explicou que o traçado da linha de transmissão foi ligeiramente alterado, para diminuir impactos ambientais ao longo do caminho:

- Estamos usando os licenciamentos como ferramentas de gestão ambiental. Não é mais só um processo de autorização.

Área devastada será 14,3% menor

Segundo o Ibama, no processo de licenciamento, a área de floresta a ser suprimida pelo linhão caiu de 620 hectares para 531 hectares, uma redução de 14,3%.

André de Lima Andrade, coordenador de licenciamentos de energia elétrica do Ibama, disse que as torres do linhão serão mais altas do que as que são encontradas com frequência no Brasil, o que permite que a vegetação fique mais próxima das torres e seja também mais alta.

Das nove licenças ambientais emitidas pelo Ibama este ano, até segunda-feira, cinco se referem a linhas de transmissão, que devem fazer parte dos principais leilões de concessão do ano.

Foi marcado para 9 de março o leilão para a construção e operação de oito linhas de transmissão, com 1.697 km de extensão. O edital do leilão, que ocorrerá na BM&FBovespa, foi aprovado ontem pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Devem ser investidos R$ 2,9 bilhões, com 11,6 mil empregos diretos. Serão leiloados cinco lotes de linhas de transmissão (AM, BA, MT, GO, MG e RJ) - e sete subestações.

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Certame visa contratação de hidrelétricas e PCHs para início de geração em janeiro de 2017

Após realizar, no final de dezembro, um leilão de energia A-5 que contratou apenas uma hidrelétrica, o governo teve pressa para marcar mais um certame com a presença das usinas hídricas. No dia 28 de dezembro, uma portaria do Ministério de Minas e Energia, publicada no Diário Oficial da União, agendou para 26 de abril de 2012 uma nova licitação A-5.

O leilão, desta vez, terá como objetivo somente a contratação de hidrelétricas – sejam grandes usinas, projetos de expansão, plantas de até 50MW ou pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Na oportunidade, os empreendimentos participantes fecharão contratos de comercialização de energia com as distribuidoras com início de suprimento em 1º de janeiro de 2017. Os acordos serão por quantidade de energia e terão duração de trinta anos.

Os empreendedores interessados em inscrever projetos terão até às 12 horas de 23 de janeiro para entregar a documentação na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão de planejamento do MME. As regras do certame, a exemplo do A-5 de 2011, favorecem a participação de sócios autoprodutores nos consórcios que disputarão as usinas. Esses players, caso presentes nos grupos, terão direito a entre 20% e 30% da energia do projeto em que forem vencedores.

Já os agentes de distribuição interessados em comprar energia no leilão devem apresentar, até 16 de março, suas declarações de necessidade, com o total de eletricidade necessária para atender seus mercados consumidores a partir de 2017. Distribuidoras localizadas em sistemas isolados também podem participar, desde que a entrada em operação das usinas tenha data igual ou posterior à sua previsão de interligação ao sistema (SIN).

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Falta de licenças fez com que apenas 585MW hídricos fossem viabilizados; parques eólicos respondem por 56,7% do total.

Os leilões de energia realizados neste ano fecharam a contratação de cerca de 5,1GW em potência instalada. O número, bastante expressivo, foi viabilizado por meio dos certames de reserva e A-3, realizados em agosto, e do A-5, em dezembro. As primeiras licitações contrataram usinas com entrada em operação em 2014 e, a última, para 2016.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão de planejamento do Ministério de Minas e Energia, disse que toda a demanda prevista pelas distribuidoras foi atendida. O presidente do órgão, Maurício Tolmasquim, viu como “muito satisfatório” o resultado dos leilões do ano, com forte competição e baixa nos preços.

Por um lado, houve a surpresa positiva da energia eólica, que chegou a patamares de tarifa antes não imaginados. Nos leilões de agosto, muitas usinas venderam energia a menos de R$100 por MWh. No final do ano, o valor médio da fonte ficou em R$105 por MWh.

Como contraponto, houve uma freada busca no desenvolvimento de hidrelétricas. Se em 2010 foram licitados projetos de grande porte, como Belo Monte e Teles Pires, em 2011 tudo ficou somente na expectativa. Apenas a UHE São Roque pôde ser licitada, uma vez que os demais empreendimentos previstos não obtiveram licença ambiental a tempo.

Sendo assim, as hidrelétricas responderam por cerca de 10% da contratação do ano – 135MW da UHE São Roque e 450MW de uma expansão da UHE Jirau. O domínio foi todo das eólicas, que viabilizaram 2,9GW – o equivalente a 56,7% das usinas contratadas no ano.

“A gente encerra o ano com muita alegria. Terminar com 8,2GW já contratados é um salto muito grande. Esse ano foram 2,9GW, o que nos mostra que esse setor está bem consolidado e que ganhamos um espaço e uma confiança do MME e da EPE de que realmente a eólica hoje faz parte da matriz energética”, comemora Lauro Fiúza, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Para Everaldo Feitosa, vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica (EWEA), 2012 será “um ano chave” para o setor. Isso porque é quando começam a entrar em operação as usinas que venderam energia no primeiro leilão eólico do País, em 2009. “O primeiro semestre vai ser muito crítico, no sentido de ser um raio-X. É o momento de avaliar se as empresas conseguiram, se os custos foram corretos, se teve coisa chutada”, avalia.

Tolmasquim, da EPE, também elogiou o desempenho da geração a partir dos ventos, mas fez ressalvas. “A gente não pode achar que só com eólicas vai resolver. Em algum momento vai ter que entrar hidrelétricas ou mesmo termelétricas a gás natural”.

As usinas a gás, por sua vez, conseguiram ser também um destaque positivo e negativo no mesmo ano. No leilão A-3, a fonte registrou grande número de projetos inscritos. Uma rixa entre a Petrobras e os investidores em torno dos contratos de fornecimento do combustível, porém, esquentou o clima antes da licitação.

Ainda assim, Petrobras e MPX, que produzem o próprio combustível, conseguiram viabilizar 1.029MW em usinas. No A-5, os players da fonte novamente se cadastraram e novamente encontraram problemas para fechar contratos de gás. A Petrobras avisou que não teria como garantir o fornecimento. Ao mesmo tempo, a MPX revelou ainda não ter produção suficiente para novos projetos. No final, a fonte mal entrou na disputa do certame.

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