associe-se
Banner

Novas luzes no mercado.

Qua, 11 de Janeiro de 2012 Fonte: Brasil Econômico - Ricardo Galuppo

A alemã E.ON queria porque queria fincar seus postes no mercado brasileiro de eletricidade. Até o mês passado, era uma das favoritas para ficar com as ações da EDP, que o governo português pôs à venda. Tudo para se beneficiar dos investimentos que a própria EDP fez no Brasil nos últimos anos. Derrotados pelos chineses de Três Gargantas, os alemães (que também tiveram como adversárias as brasileiras Cemig e Eletrobras) encontraram outro caminho.

Associaram-se ao empreendedor Eike Batista. Pelo acordo, a E.ON investirá R$ 1 bilhão na compra de 10% da MPX, de Eike. Juntas, as duas companhias farão um investimento total de R$ 18 bilhões nas termelétricas que a MPX pretende construir no Complexo de Açu, no litoral norte do Rio de Janeiro, no Maranhão e em outras partes do país. Os benefícios para os dois lados são evidentes. A empresa de Eike ganha, junto com o novo sócio, uma experiência operacional que custaria a desenvolver se continuasse sozinha.
A E.ON, por sua vez, chega ao Brasil ao lado de um empreendedor que conhece o mercado — tanto naquilo que ele tem de bom e atrativo quanto em seus aspectos mais complicados. Eles não são poucos e, muitas vezes, fazem as empresas estrangeiras perderem tempo e dinheiro num processo de adaptação nem sempre bem-sucedido. O Brasil, como se sabe, é um país onde as leis de mercado muitas vezes não se aplicam em sua totalidade. É um país que exige jogo de cintura mas que oferece oportunidades de ouro a quem pensa em explorá-lo.

É lógico que uma demonstração de interesse como a que foi dada pelos alemães precisa ser avaliada em sua verdadeira dimensão e importância. O Brasil precisa, sim, de tudo o que eles podem oferecer. Mas também é, ao lado de Índia, China, Rússia, Turquia e de mais uns cinco ou seis mercados, um dos poucos pontos da Terra em que os grandes investidores internacionais têm a oportunidade de recuperar o dinheiro que estão perdendo em seus países de origem.

As carências do país são enormes e as necessidades são crescentes não apenas no campo da energia elétrica. Elas existem também em outros setores. Alguns deles, infelizmente, sofrem com o excesso de regulamentação que afugenta possíveis investidores. O Brasil superaria com muito mais rapidez as suas deficiências e tiraria com mais agilidade o atraso que separa a qualidade de alguns serviços da que é oferecida em outras partes do mundo se houvesse mais disposição em acabar com alguns feudos que ainda resistem.

Anos atrás, o apagão da eletricidade, nos momentos finais do governo de Fernando Henrique Cardoso, teve como consequência uma maior flexibilidade nas regras que facilitaram o acesso de novos investidores a um dos setores mais sensíveis da economia. Ótimo. Precisou que houvesse um apagão permanente nos aeroportos brasileiros (que, sem sombra de dúvida, estão entre os piores do mundo) para que o governo tirasse da gaveta a ideia de privatizá-los. O interesse da E.ON pelo Brasil deveria servir de estímulo para que o governo reduzisse a regulamentação que ainda pesa sobre alguns setores. Dinheiro para resolver nossos problemas existe. O que falta é dar ao investidor a segurança de que ele terá retorno.

Assine

ANACE na Midia

Legislação - Energia elétrica

Legislação - Energia elétrica

s5 box


Warning: preg_match() [function.preg-match]: Delimiter must not be alphanumeric or backslash in /opt/data/www/clients/client27/web58/web/portal/modules/mod_s5_box/tmpl/default.php on line 23

login



associe-se

A ANACE é uma associação aberta, apolítica no sentido partidário e sem fins lucrativos que, pautada pela coerência e ética dos seus atos, contribui com o setor energético brasileiro ao trazer para o seu contexto o desejável equilíbrio de manifestação e defesa de interesses próprios entre os compradores, suas associadas; e os vendedores de energia e sua distribuição, já representados por associações de produtores, transportadores e comercializadores. 
 
A ANACE provê apoio técnico, fiscal, tributário e regulatório à suas associadas e luta por uma ampla abertura do mercado energético, possibilitando a livre escolha do fornecedor de energia pelo consumidor. A ANACE não se silencia diante de nenhuma legislação ou manifestação que contrarie os interesses dos seus associados. 
 
Na prática, sua atuação se pauta pelo debate e AÇÕES consistentes e antecipatórias na defesa e luta pelos objetivos traçados. 
 
A Empresa interessada em participar da ANACE será aprovada pelo Conselho de Administração. 
 
Para se associar são necessários:
  • Assinatura do Termo de Adesão, que significa o acordo com sua Missão, seus Princípios e seu estatuto;
  • Preenchimento do cadastro das unidades; 
  • Assinatura do Termo de Concordância com o pagamento mensal estipulado.
     
 

Clique nos links abaixo para acessar os documentos

Termo de Adesão Termo de Concordância

 

 

Clique aqui para acessar o formulário de adesão.