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Vamos discutir as eólicas offshore?

Data: 22/08/22

O Congresso Nacional está demonstrando um grande alinhamento em torno da causa da energia eólica offshore. O movimento mais recente em favor do novo formato se deu no Senado, com a aprovação do projeto de marco legal para o segmento pela Comissão de Infraestrutura, com a união de diferentes tendências partidárias.

Na prática, a proposta em tramitação em Brasília torna possível a realização de concessões de blocos exploratórios para instalação de usinas da fonte, num processo semelhante ao que acontece no setor de petróleo.

Mas o entusiasmo em relação à nova fronteira da energia limpa não pode nos cegar quanto aos desafios da fonte: apesar do enorme potencial brasileiro na área, o custo desse tipo de usina é mais de duas vezes maior que o dos projetos eólicos convencionais, em terra.

Neste momento de grave crise econômica e urgência da redução dos subsídios cobertos por encargos setoriais pagos pelos consumidores de energia, não podemos correr o risco de essa nova conta também sobrar para o consumidor.

A energia limpa tem de ser a prioridade da expansão do parque gerador brasileiro, de modo a garantir que a nossa matriz elétrica siga entre as mais limpas do mundo. Mas essa expansão também tem de levar em conta a competitividade de cada fonte, sem o acréscimo de novos penduricalhos para os consumidores pagarem.

Fonte do custo: https://epbr.com.br/eolica-offshore-sera-mais-cara-no-brasil-diz-executivo-da-ocean-winds/#:~:text=O%20custo%20%C3%A9%20mais%20de,para%20cada%20GW%2C%20estimou%20Partida.

Fonte: ANACE


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