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	<title>Anace Energia</title>
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	<lastBuildDate>Mon, 27 Apr 2026 14:41:26 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Maioria das distribuidoras pode ter reajustes de dois dígitos</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/maioria-das-distribuidoras-pode-ter-reajustes-de-dois-digitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 14:41:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A conta de luz deve subir em 2026 com aumentos que podem superar dois dígitos em algumas regiões e pressão adicional com o acionamento das bandeiras tarifárias já a partir de maio, o que tende a elevar ainda mais o custo para os consumidores. Até o momento, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A conta de luz deve subir em 2026 com aumentos que podem superar dois dígitos em algumas regiões e pressão adicional com o acionamento das bandeiras tarifárias já a partir de maio, o que tende a elevar ainda mais o custo para os consumidores.</p>



<p>Até o momento, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes para 11 concessionárias, com efeitos médios que variam de 5,40% a 24,13%. Contudo, há cerca de 40 distribuidoras que ainda vão passar por processos tarifários neste ano.</p>



<p>A estimativa da Aneel, de março, aponta que as tarifas devem subir, em média, 8% em 2026, acima das projeções para os principais indicadores de inflação.</p>



<p>A projeção não considera o uso de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP). O valor total a ser repactuado é de R$ 7,87 bilhões, e mesmo sem aprovação do critério da divisão dos recursos, a agência antecipou os recursos em processos tarifários aprovados recentemente. A projeção da Aneel é que o valor total leve a uma redução de 2,9% no efeito médio Brasil.</p>



<p>Outro alívio pontual poderá vir da distribuição do bônus de Itaipu no segundo semestre.</p>



<p>Confira a íntegra da reportagem <a href="https://valor.globo.com/brasil/noticia/2026/04/24/conta-de-luz-com-alta-acima-de-10-sera-comum-este-ano.ghtml">aqui</a>.</p>



<p>Valor Econômico</p>



<p>24/04/26</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TR Soluções prevê encargo de reserva de capacidade em R$ 78/MWh em 2032</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/tr-solucoes-preve-encargo-de-reserva-de-capacidade-em-r-78-mwh-em-2032/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 14:29:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) deve ter impacto mais relevante nos custos das indústrias eletrointensivas. Segundo análise da TR Soluções, para o consumidor residencial (subgrupo B1), o efeito percebido representa um incremento médio de 7,5% em 2032. Ao avançar para a média tensão (subgrupo A4), o impacto pode chegar a 10,3%. Já os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) deve ter impacto mais relevante nos custos das indústrias eletrointensivas.</p>



<p><br>Segundo análise da TR Soluções, para o consumidor residencial (subgrupo B1), o efeito percebido representa um incremento médio de 7,5% em 2032. Ao avançar para a média tensão (subgrupo A4), o impacto pode chegar a 10,3%.</p>



<p><br>Já os grandes consumidores industriais conectados em alta tensão (subgrupo A2) podem observar um reflexo de 13,5% em suas tarifas em comparação ao cenário sem os leilões de capacidade realizados em março de 2026.</p>



<p><br>No mercado livre de energia, por sua vez, o efeito será direto sobre o ERCap, que deve saltar dos atuais R$ 7/MWh para cerca de R$ 78/MWh em 2032, elevando significativamente o custo da energia para consumidores livres.</p>



<p><br>Confira a íntegra da reportagem <a href="https://megawhat.uol.com.br/mercado-energetico/tr-solucoes-preve-encargo-de-reserva-de-capacidade-em-r-78-mwh-em-2032/">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>É urgente a alocação adequada de riscos e custos no setor elétrico!</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/e-urgente-a-alocacao-adequada-de-riscos-e-custos-no-setor-eletrico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 15:26:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
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					<description><![CDATA[A crise de liquidez do mercado livre que o setor elétrico atualmente enfrenta reforça a importância de os agentes terem os riscos que agregam ao setor alocados aos seus respectivos negócios, como a ANACE defende há mais de uma década. Os esforços e pleitos de alguns agentes para repassarem custos decorrentes de seus riscos para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A crise de liquidez do mercado livre que o setor elétrico atualmente enfrenta reforça a importância de os agentes terem os riscos que agregam ao setor alocados aos seus respectivos negócios, como a ANACE defende há mais de uma década.</p>



<p>Os esforços e pleitos de alguns agentes para repassarem custos decorrentes de seus riscos para demais agentes e consumidores, aliados às propostas de renegociação de contratos e à delicada situação de algumas comercializadoras que se amparam em pedidos de recuperação extrajudicial e judicial para se manterem ativas, são resultado, de maneira geral, de comportamentos adversos às práticas do mercado e despertam elevada atenção para o desenvolvimento sustentável das atividades setoriais, comprometendo o equilíbrio econômico-financeiro e a expansão e manutenção dos serviços de energia elétrica, por sua vez, indispensáveis para o fomento de</p>



<p>atividades econômicas e sociais.</p>



<p>Por certo, o setor elétrico – &nbsp;desenvolvido em torno do consumidor –, atravessou, nas últimas décadas, crises decorrentes de escassez hídrica, da pandemia e da volatilidade de preços, mas sempre propugnou o respeito aos contratos e às transações pautadas pelas regras e procedimentos de comercialização do mercado. Infelizmente essa estabilidade jurídica e regulatória ruiu, evidenciando a fragilidade estrutural do modelo.</p>



<p>Não podemos admitir que a alegação de perdas e fatos alheios às atividades de alguns agentes, mesmo que inerentes aos riscos de seus negócios e desde logo conhecidos, impliquem a imoral socialização do prejuízo para todo o setor elétrico, mas principalmente para os consumidores.</p>



<p>A superação dessa crise depende da adoção de mecanismos mais efetivos de equilíbrio entre a oferta e a demanda, da retomada do planejamento, da atualização dos modelos de precificação com redução de sua volatilidade, além da autorregulação e o monitoramento do mercado com poder sancionador.</p>



<p>Essa reestruturação se faz urgente e requer a imprescindível e ampla revisão do arcabouço legal para que se alcance a alocação racional de riscos setoriais e venha a prover custos de mercado que garantam equilíbrio e isonomia entre os consumidores e para os agentes setoriais.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>LRCAP: Esse custo não é só nosso!</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/lrcap-esse-custo-nao-e-so-nosso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 16:23:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
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					<description><![CDATA[O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) realizado em março pressiona de maneira excessiva e injusta os custos de energia dos consumidores, ao mesmo tempo em que suas regras apresentam graves falhas e têm impacto limitado na solução dos problemas que o leilão se propõe a resolver. Os cálculos da ANACE indicam que o leilão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) realizado em março pressiona de maneira excessiva e injusta os custos de energia dos consumidores, ao mesmo tempo em que suas regras apresentam graves falhas e têm impacto limitado na solução dos problemas que o leilão se propõe a resolver.</p>



<p>Os cálculos da ANACE indicam que o leilão deve resultar num aumento dos custos pagos pelos consumidores de energia em mais de R$ 60 por MWh nos próximos anos. Esse impacto é gravíssimo, tendo em vista o patamar de custos excessivos em que os valores já se encontram hoje.</p>



<p>A situação é ainda mais preocupante porque esses custos deveriam ser divididos não só entre os consumidores, mas também com os geradores responsáveis pelos desequilíbrios do sistema elétrico que exigiram tal contratação.</p>



<p>Isso se aplica em particular para as usinas solares e eólicas que, embora sejam contratadas para fornecimento de energia e potência, limitam-se à entrega da primeira. Nesse sentido, vale lembrar que desde 2014 a ANACE tem alertado para a necessidade de que os agentes dos diversos segmentos do setor elétrico sejam responsabilizados pelos riscos que agregam ao setor.</p>



<p>Quanto às regras do leilão especificamente, o edital falha por não ter definido produtos diferentes para usinas novas e antigas. Com isso, na prática no leilão os consumidores foram obrigados, à sua revelia, a pagar pela compra de um carro novo com a possibilidade de receberem um carro velho.</p>



<p>A Associação também considera absurda a contratação de térmicas a carvão mineral no certame. Essas usinas, por suas características operativas, têm uma resposta lenta às necessidades de acréscimo de geração nos momentos de necessidade, sendo opções totalmente ineficientes para o atendimento da demanda de flexibilidade vivida hoje na operação do sistema.&nbsp;Além disso, as unidades têm custo elevado, alto impacto ambiental e baixa eficiência energética.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Contra os lobbies da energia, barricadas nos quintais</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/contra-os-lobbies-da-energia-barricadas-nos-quintais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 18:12:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde 2022, tanto o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) quanto a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vêm sinalizando a necessidade de contratação de capacidade. Houve tempo suficiente para estruturar leilões com antecedência, para garantir ampla competição entre ativos existentes e novos empreendimentos, além de permitir um desenho baseado em neutralidade tecnológica e orientado pelas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Desde 2022, tanto o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) quanto a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vêm sinalizando a necessidade de contratação de capacidade. Houve tempo suficiente para estruturar leilões com antecedência, para garantir ampla competição entre ativos existentes e novos empreendimentos, além de permitir um desenho baseado em neutralidade tecnológica e orientado pelas necessidades sistêmicas. A realização de leilões anuais também poderia ter estimulado uma dinâmica competitiva mais eficiente.</p>



<p>Entretanto, sem sinais econômicos adequados de demanda, e depois de mais de três anos de idas e vindas, disputas jurídicas e revisões de parâmetros de última hora, optou-se por uma contratação “a qualquer preço”, com limitada concorrência entre tecnologias, com uma promessa de custo diluído e pouco perceptível no curto prazo. O resultado foi bem diferente: em um único movimento, aproximadamente R$ 0,5 trilhão foram transferidos para a conta dos consumidores, com potencial de elevar as tarifas, em média, em cerca de 9% até 2031 e impacto da mesma ordem no mercado livre.</p>



<p>O resultado é, no mínimo, irônico. O sinal econômico decorrente do LRCAP tende a acelerar ainda mais a expansão da MMGD, justamente o segmento que intensifica a rampa de carga e amplia a necessidade de flexibilidade operativa, uma vez que, diante da elevação tarifária, consumidores buscam alternativas para reduzir sua exposição ao sistema. A solução proposta para o problema não só vai sair cara, como tende a aprofundá-lo.</p>



<p><a href="https://valor.globo.com/opiniao/coluna/contra-os-lobbies-da-energia-barricadas-nos-quintais.ghtml">Confira a íntegra do artigo</a> do professor de mercados de energia da Escola Politécnica da USP e ex-diretor da EPE, Erik Rego.</p>



<p><strong>Valor Econômico</strong></p>



<p><strong>08/04/26</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Governo busca ‘jeitinho’ pra segurar a conta de luz. Mas não existe almoço grátis</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/governo-busca-jeitinho-pra-segurar-a-conta-de-luz-mas-nao-existe-almoco-gratis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 13:35:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anacebrasil.org.br/?p=19587</guid>

					<description><![CDATA[Com projeções apontando para aumentos de dois dígitos na conta de luz neste ano, o Governo está pedindo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que segure processos de reajustes de distribuidoras enquanto estuda alternativas.&#160; Medidas para conter o avanço das tarifas de energia se tornaram comuns já há algum tempo – ainda mais perto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com projeções apontando para aumentos de dois dígitos na conta de luz neste ano, o Governo está pedindo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que segure processos de reajustes de distribuidoras enquanto estuda alternativas.&nbsp;</p>



<p>Medidas para conter o avanço das tarifas de energia se tornaram comuns já há algum tempo – ainda mais perto de eleições.</p>



<p>Desta vez, o Ministério de Minas e Energia disse à Aneel que postergar as próximas decisões tarifárias “permitirá a adequada conclusão das análises e a eventual consideração de medidas que possam contribuir para uma solução mais equilibrada.”&nbsp;</p>



<p>O ministério de Alexandre Silveira enviou um ofício à agência em que diz estar “buscando soluções que preservem o equilíbrio regulatório sem impor ônus excessivo à população.”</p>



<p>“Virou moda,” disse Raphael Gomes, sócio do escritório Lefosse Advogados, lembrando que houve diversas tentativas de conter as tarifas desde 2012, no Governo Dilma.</p>



<p>“Qualquer empréstimo agora volta lá na frente como encargo ou tarifa, como foi em ocasiões anteriores,” disse o CEO da consultoria PSR, Luiz Barroso. “Não tem almoço grátis.”&nbsp;</p>



<p>A íntegra da reportagem está disponível <a href="https://braziljournal.com/governo-busca-jeitinho-pra-segurar-a-conta-de-luz-mas-nao-existe-almoco-gratis/">aqui</a>.</p>



<p>Brasil Journal</p>



<p>30/03/26</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nem mercado, nem planejamento, a expansão é por subsídio</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/nem-mercado-nem-planejamento-a-expansao-e-por-subsidio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 18:01:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anacebrasil.org.br/?p=19582</guid>

					<description><![CDATA[Alexandre Street Em artigo sobre o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) realizado no dia 18 de março de 2026, o professor da PUC-Rio Alexandre Street destaca que existem basicamente duas visões legítimas e bem fundamentadas sobre como realizar a expansão da geração: 1) de um lado, aqueles que confiam nos mecanismos de mercado, nos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Alexandre Street</em></p>



<p>Em artigo sobre o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) realizado no dia 18 de março de 2026, o professor da PUC-Rio Alexandre Street destaca que existem basicamente duas visões legítimas e bem fundamentadas sobre como realizar a expansão da geração:</p>



<p>1) de um lado, aqueles que confiam nos mecanismos de mercado, nos sinais de preço e na interação entre oferta e demanda para revelar custos e orientar investimentos;</p>



<p>2) de outro, aqueles que defendem o planejamento centralizado, apoiado em modelos capazes de internalizar restrições, incertezas e complementaridades entre fontes e infraestrutura.</p>



<p>Apesar das diferenças, ambas as correntes convergem em princípios essenciais, como transparência, decisões tecnicamente fundamentadas, eficiência e foco no consumidor.</p>



<p>A divergência está no caminho para chegar lá e, sobretudo, em quem deve deter a informação necessária e arcar com as responsabilidades para guiar essas decisões. O problema é que, no vácuo dessa divergência ainda não resolvida, o caminho que começa a se consolidar por meio dos leilões de capacidade não representa adequadamente nenhuma dessas duas abordagens.</p>



<p>No dia 18 de março de 2026, escolhemos uma nova forma de expandir o sistema, uma que não é nem baseada em mercado, nem em planejamento integrado, mas via subsídios de longo prazo conferidos a fontes pré-selecionadas de forma administrativa e discricionária.</p>



<p>O artigo completo está disponível <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/infra/nem-mercado-nem-planejamento-a-expansao-e-por-subsidio/">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Compulsoriedade da Tarifa Branca tem de passar por período-sombra</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/compulsoriedade-da-tarifa-branca-tem-de-passar-por-periodo-sombra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 17:29:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anacebrasil.org.br/?p=19567</guid>

					<description><![CDATA[A Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE) defende que a ampliação da Tarifa Branca para os consumidores de baixa tensão (Grupo B) seja feita com cautela, base técnica e em benefício da sociedade. A entidade reconhece que a sinalização horária para os custos da energia proporcionada pela implementação da Tarifa Branca é coerente com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE) defende que a ampliação da Tarifa Branca para os consumidores de baixa tensão (Grupo B) seja feita com cautela, base técnica e em benefício da sociedade.</p>



<p>A entidade reconhece que a sinalização horária para os custos da energia proporcionada pela implementação da Tarifa Branca é coerente com a modernização do setor elétrico e pode contribuir com a mitigação dos efeitos operativos da expansão da geração solar, especialmente nos horários de ponta e nas variabilidades de carga no fim do dia.</p>



<p>Mas a ANACE alerta que a aplicação compulsória da Tarifa Branca, na velocidade proposta, atingindo os consumidores de baixa tensão que consomem acima de 1000 kWh por mês, pode gerar aumento de custos, baixa efetividade sistêmica e forte contestação por parte dos consumidores.</p>



<p>“A modernização tarifária só será legítima se vier acompanhada de modicidade tarifária, transparência, transição adequada e evidências concretas de benefício sistêmico. Para tanto, é preciso aumentar a transparência e reduzir riscos do processo”, avalia o diretor-presidente da ANACE, Carlos Faria.</p>



<p>Para tanto, a principal recomendação da Associação apresentada para a&nbsp; Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no âmbito da Consulta Pública 046/2025, que avalia o&nbsp; tema, é a promoção de um “período-sombra” para conhecer melhor o perfil intradiário de consumo dos segmentos residencial, comercial, serviços e pequenas indústrias, antes da efetiva entrada em vigor das novas regras da modalidade tarifária.</p>



<p>Na visão da ANACE, o estabelecimento de um período transitório de 24 ciclos de faturamento em operação sombra é imprescindível para a realização de estudos, campanhas de medição, projetos-piloto e sandboxes tarifários, e conscientização dos consumidores que, durante esse período, receberiam suas faturas de energia com detalhamento dos gastos em kWh por posto horário, participação percentual, valor por faixa e comparação direta entre a tarifa convencional e a nova modalidade.</p>



<p>A ANACE também propõe que, em um primeiro momento, a adesão à Tarifa Branca permaneça estritamente opcional por 18 meses e seja acompanhada de uma campanha obrigatória de educação e esclarecimento ao consumidor, com linguagem simples, comunicação multicanal e faturas comparativas.</p>



<p>Para a regulação, a ANACE também propõe ajustes relevantes para aumentar a transparência e reduzir riscos; entre estes, destaca-se o enquadramento compulsório na modalidade considerando a energia efetivamente importada da rede, inclusive nos casos de compensação de micro e minigeração distribuída (MMGD).</p>



<p>Por fim, a Associação propõe regras específicas para novas unidades consumidoras, com pelo menos 12 meses de estabilização antes de qualquer compulsoriedade, mediante a previsão de salvaguardas contra aumentos abruptos de custos e prazo adicional de adaptação para consumidores cuja despesa suba mais de 10% a 15%, permitindo mecanismos formais de contestação e revisão de enquadramento, com a possibilidade de aplicação da tarifa convencional quando houver mudança estrutural e permanente no perfil de consumo.</p>



<p><a href="https://www.anacebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CP-046-2025-Aplicacao-compulsoria-da-Tarifa-Horaria-Branca-1.pdf" data-type="link" data-id="https://www.anacebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CP-046-2025-Aplicacao-compulsoria-da-Tarifa-Horaria-Branca-1.pdf">Confira aqui a contribuição sobre o tema apresentada pela ANACE à Aneel.</a></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Curtailment: Mecanismos regulatórios precisam valorizar flexibilidade dos ativos de geração</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/curtailment-mecanismos-regulatorios-precisam-valorizar-flexibilidade-dos-ativos-de-geracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 17:25:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anacebrasil.org.br/?p=19563</guid>

					<description><![CDATA[A solução dos cortes de geração e dos seus efeitos negativos sobre o setor elétrico passa pela definição de mecanismos regulatórios que valorizem não apenas o volume de energia contratado, mas também atributos como flexibilidade, capacidade de resposta, localização e possibilidade de entrega da energia em horários críticos. Essa condição se deve ao fato de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A solução dos cortes de geração e dos seus efeitos negativos sobre o setor elétrico passa pela definição de mecanismos regulatórios que valorizem não apenas o volume de energia contratado, mas também atributos como flexibilidade, capacidade de resposta, localização e possibilidade de entrega da energia em horários críticos.</p>



<p>Essa condição se deve ao fato de que o Brasil não passa por um problema de falta de energia, mas efetivamente enfrenta um problema de qualidade temporal e operacional da oferta diante da curva de consumo.</p>



<p>Nos últimos anos, boa parte dos empreendimentos de geração de energia no país foi estruturada em contratos baseados, direta ou indiretamente, na lógica da garantia física: um volume de energia associado à expectativa de entrega e à previsibilidade de receita para o investidor.</p>



<p>Esse modelo foi importante para viabilizar financeiramente a expansão do setor, mas não resolve o fato de que a energia deve estar disponível quando o sistema efetivamente precisa dela. Afinal, as fontes renováveis intermitentes proporcionam elevados excedentes de geração em determinados horários de maneira descasada com a curva de consumo, cuja necessidade de atendimento é superior em janelas específicas. O principal exemplo disso é o que se verifica no final do dia, quando as usinas solares deixam de operar e o consumo aumenta.</p>



<p>O fato é que o país tem energia de sobra, mas convive com a crescente dificuldade para compatibilizar a produção com a curva real de carga. Quando a contratação e a remuneração não incorporam, de forma mais clara, sinais locacionais, temporais e de flexibilidade, o resultado é um sistema com sobra de energia em certos períodos e escassez operacional relativa em outros.</p>



<p>Nesse contexto, o curtailment deixa de ser apenas um problema conjuntural e passa a refletir uma limitação estrutural do modelo de expansão e contratação. A sinalização econômica ainda remunera, em grande medida, a existência de um volume contratado, mas não necessariamente a capacidade de modular, deslocar ou disponibilizar energia com aderência às imprescindibilidades operativas do sistema. Isso cria um descompasso entre a lógica contratual do investidor e a lógica física da operação elétrica. Enfrentar o curtailment exige reconhecer essa mudança e ajustar os sinais de mercado, planejamento e regulação a essa nova realidade.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A urgente reforma do setor elétrico</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/a-urgente-reforma-do-setor-eletrico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 16:25:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anacebrasil.org.br/?p=19499</guid>

					<description><![CDATA[A partir de 2012, com a interrupção da construção de novos reservatórios, o país passou a depender cada vez mais de fontes renováveis intermitentes para suprir o crescimento do consumo. Diferentemente das demais fontes, elas fornecem energia, mas consomem flexibilidade do sistema devido à natureza intermitente de seus recursos. Mas, além da ausência de preços [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A partir de 2012, com a interrupção da construção de novos reservatórios, o país passou a depender cada vez mais de fontes renováveis intermitentes para suprir o crescimento do consumo. Diferentemente das demais fontes, elas fornecem energia, mas consomem flexibilidade do sistema devido à natureza intermitente de seus recursos.</p>



<p>Mas, além da ausência de preços para serviços ancilares, o modelo setorial atual define o preço de curto prazo da eletricidade no atacado com um dia de antecedência. Isso faz com que todos os erros entre o que foi previsto e o que efetivamente ocorreu de um dia para o outro, bem como a maior parte dos custos das ações operativas realizadas para corrigi-los, sejam pagos por fora do mercado. Nesse desenho, não cobramos o custo causado por aqueles que introduzem incerteza no sistema nem remuneramos aqueles que ajudam a endereçá-la.</p>



<p>A essas distorções soma-se o atalho perigoso adotado por meio de subsídios para garantir que as fontes renováveis conseguissem se instalar e prosperar frente às fontes convencionais.</p>



<p>É nesse cenário, em que o preço de curto prazo já não representa mais a realidade do sistema, que a competição deixa de operar em benefício de todos e passa a se dar em torno de subsídios. No caos econômico e regulatório, o poder do lobby ocupa o lugar da inteligência de mercado.</p>



<p>A solução estrutural dos problemas atuais está muito mais associada à redução gradual, mas célere, de subsídios, à aproximação do PLD à operação em tempo real, à criação de mercados de serviços ancilares e ao desenvolvimento de novos instrumentos e canais de gestão de risco do que aos atuais leilões de capacidade.</p>



<p><a href="https://valor.globo.com/opiniao/coluna/a-urgente-reforma-do-setor-eletrico.ghtml">Confira a íntegra do artigo do professor Alexandre Street publicado no Valor Econômico</a>.</p>



<p>Valor Econômico</p>



<p>24/02/26</p>
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