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	<title>Opinião ANACE &#8211; Anace Energia</title>
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		<title>Lâmpadas de LED: eficiência com competitividade</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/lampadas-de-led-eficiencia-com-competitividade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:32:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério de Minas e Energia aprovou regulamentação exigindo níveis mínimos de eficiência energética para lâmpadas e luminárias de LED. Trata-se da primeira regulamentação nacional do tipo, e a expectativa é gere uma economia acumulada de até 432 TWh até 2040, um volume de energia suficiente para abastecer cerca de 14 milhões de residências no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério de Minas e Energia aprovou regulamentação exigindo níveis mínimos de eficiência energética para lâmpadas e luminárias de LED. Trata-se da primeira regulamentação nacional do tipo, e a expectativa é gere uma economia acumulada de até 432 TWh até 2040, um volume de energia suficiente para abastecer cerca de 14 milhões de residências no mesmo período.</p>
<p>O avanço dos níveis de eficiência energética de equipamentos como lâmpadas é essencial para os consumidores economizarem eletricidade, reduzirem seus gastos com o insumo e, ao mesmo tempo, o país diminuir os impactos ambientais da geração de energia.</p>
<p>Mas é preciso cautela para que medidas nessa direção não tenham o efeito contrário. Ou seja, pressionem os gastos dos consumidores com suas instalações elétricas sem que isso se traduza em economia proporcional de energia.</p>
<p>Também é necessário que essas medidas não reduzam ainda mais a competitividade dos produtores brasileiros na comparação com similares importados.</p>
<p>Por isso, tanto no caso das instalações elétricas de consumidores de porte relativamente grande – como shopping centers, mercados e hospitais – como de fabricantes pode ser o caso de o país estudar linhas de financiamento atrativas para viabilizar os investimentos.</p>
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		<title>Segurança energética na medida certa</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/seguranca-energetica-na-medida-certa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 19:18:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
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					<description><![CDATA[O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), presidido pelo Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tomará no próximo dia 10 de junho uma decisão relacionada aos custos de operação do Sistema Interligado Nacional com reflexo importante para a economia do Brasil. Estará em definição o nível estimado de térmicas que serão utilizadas para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="19670" class="elementor elementor-19670">
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<p class="wp-block-paragraph">O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), presidido pelo Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tomará no próximo dia 10 de junho uma decisão relacionada aos custos de operação do Sistema Interligado Nacional com reflexo importante para a economia do Brasil.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Estará em definição o nível estimado de térmicas que serão utilizadas para complementar a geração hidrelétrica e consequentemente os custos associados ao seu acionamento. A decisão foi adiada pelo Ministério de Minas e Energia, que demandou, acertadamente, estudos adicionais sobre os impactos da geração térmica realizada em leilão promovido pela Aneel nos últimos dias 18 e 20 de março que contratou cerca de 20 GW de capacidade ampliando significativamente os recursos disponíveis para garantir a segurança do sistema.</p>

<p class="wp-block-paragraph">O ponto central desse debate é a relação entre custo e benefício. A manutenção do critério atual aumentará a conta dos brasileiros em cerca de R$ 3 bilhões para acrescentar apenas 0,4% de armazenamento de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas.</p>

<p class="wp-block-paragraph">O desafio consiste em garantir a segurança energética na medida adequada, adotando critérios técnicos, econômicos e sistêmicos que preservem a confiabilidade do suprimento sem impor custos adicionais à sociedade.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Nós comercializadores de energia, geradores de energia renovável, consumidores de todos os portes, do segmento residencial à grande indústria, além do comércio e de autoprodutores convergem que os parâmetros técnicos (par CVaR 15;30) que proporcionam uma redução de R$ 85,00 MWh no Custo Marginal da Operação e um impacto tarifário negativo de 1,74% são os mais adequados para assegurar o atendimento do sistema mesmo em cenário hidrológico extremamente adverso — mais severo do que o pior registro observado em quase um século de histórico.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Manter os parâmetros atuais que foram adotados em um contexto sem a realização do LRCAP causa pressão nos preços do mercado livre para comércios e indústrias do Brasil, além de provocar aumento tarifário relevante para consumidores residenciais com efeitos inflacionários.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos extrapolam o setor elétrico. O aumento dos custos de energia compromete o planejamento produtivo e familiar, afeta a competitividade da indústria nacional e pressiona cadeias inteiras de valor, com reflexos diretos sobre empregos, inflação e o crescimento econômico.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Estamos confiantes na permanente disposição ao diálogo do MME, na consistência técnica da sua equipe e na sensibilidade política do Ministro Alexandre Silveira para dar ao país a solução que assegure ao mesmo tempo segurança energética e a modicidade tarifária.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assinam este manifesto:</strong></p>

<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="833" height="78" class="wp-image-19672" src="https://www.anacebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/06/logos-manifesto.png" alt="" srcset="https://www.anacebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/06/logos-manifesto.png 833w, https://www.anacebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/06/logos-manifesto-300x28.png 300w, https://www.anacebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/06/logos-manifesto-768x72.png 768w" sizes="(max-width: 833px) 100vw, 833px" /></figure>

<p class="wp-block-paragraph">Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica)</p>

<p class="wp-block-paragraph">Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (Abiape)</p>

<p class="wp-block-paragraph">Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace Energia)</p>

<p class="wp-block-paragraph">Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel)</p>

<p class="wp-block-paragraph">Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace)</p>

<p class="wp-block-paragraph">Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen)</p>

<p class="wp-block-paragraph">Frente Nacional dos Consumidores de Energia</p>
						</div>
				</div>
		        </div>
        </div>
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			</item>
		<item>
		<title>É urgente a alocação adequada de riscos e custos no setor elétrico!</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/e-urgente-a-alocacao-adequada-de-riscos-e-custos-no-setor-eletrico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 15:26:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
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					<description><![CDATA[A crise de liquidez do mercado livre que o setor elétrico atualmente enfrenta reforça a importância de os agentes terem os riscos que agregam ao setor alocados aos seus respectivos negócios, como a ANACE defende há mais de uma década. Os esforços e pleitos de alguns agentes para repassarem custos decorrentes de seus riscos para [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A crise de liquidez do mercado livre que o setor elétrico atualmente enfrenta reforça a importância de os agentes terem os riscos que agregam ao setor alocados aos seus respectivos negócios, como a ANACE defende há mais de uma década.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os esforços e pleitos de alguns agentes para repassarem custos decorrentes de seus riscos para demais agentes e consumidores, aliados às propostas de renegociação de contratos e à delicada situação de algumas comercializadoras que se amparam em pedidos de recuperação extrajudicial e judicial para se manterem ativas, são resultado, de maneira geral, de comportamentos adversos às práticas do mercado e despertam elevada atenção para o desenvolvimento sustentável das atividades setoriais, comprometendo o equilíbrio econômico-financeiro e a expansão e manutenção dos serviços de energia elétrica, por sua vez, indispensáveis para o fomento de</p>



<p class="wp-block-paragraph">atividades econômicas e sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por certo, o setor elétrico – &nbsp;desenvolvido em torno do consumidor –, atravessou, nas últimas décadas, crises decorrentes de escassez hídrica, da pandemia e da volatilidade de preços, mas sempre propugnou o respeito aos contratos e às transações pautadas pelas regras e procedimentos de comercialização do mercado. Infelizmente essa estabilidade jurídica e regulatória ruiu, evidenciando a fragilidade estrutural do modelo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos admitir que a alegação de perdas e fatos alheios às atividades de alguns agentes, mesmo que inerentes aos riscos de seus negócios e desde logo conhecidos, impliquem a imoral socialização do prejuízo para todo o setor elétrico, mas principalmente para os consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A superação dessa crise depende da adoção de mecanismos mais efetivos de equilíbrio entre a oferta e a demanda, da retomada do planejamento, da atualização dos modelos de precificação com redução de sua volatilidade, além da autorregulação e o monitoramento do mercado com poder sancionador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa reestruturação se faz urgente e requer a imprescindível e ampla revisão do arcabouço legal para que se alcance a alocação racional de riscos setoriais e venha a prover custos de mercado que garantam equilíbrio e isonomia entre os consumidores e para os agentes setoriais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>LRCAP: Esse custo não é só nosso!</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/lrcap-esse-custo-nao-e-so-nosso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 16:23:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
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					<description><![CDATA[O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) realizado em março pressiona de maneira excessiva e injusta os custos de energia dos consumidores, ao mesmo tempo em que suas regras apresentam graves falhas e têm impacto limitado na solução dos problemas que o leilão se propõe a resolver. Os cálculos da ANACE indicam que o leilão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) realizado em março pressiona de maneira excessiva e injusta os custos de energia dos consumidores, ao mesmo tempo em que suas regras apresentam graves falhas e têm impacto limitado na solução dos problemas que o leilão se propõe a resolver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cálculos da ANACE indicam que o leilão deve resultar num aumento dos custos pagos pelos consumidores de energia em mais de R$ 60 por MWh nos próximos anos. Esse impacto é gravíssimo, tendo em vista o patamar de custos excessivos em que os valores já se encontram hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação é ainda mais preocupante porque esses custos deveriam ser divididos não só entre os consumidores, mas também com os geradores responsáveis pelos desequilíbrios do sistema elétrico que exigiram tal contratação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso se aplica em particular para as usinas solares e eólicas que, embora sejam contratadas para fornecimento de energia e potência, limitam-se à entrega da primeira. Nesse sentido, vale lembrar que desde 2014 a ANACE tem alertado para a necessidade de que os agentes dos diversos segmentos do setor elétrico sejam responsabilizados pelos riscos que agregam ao setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto às regras do leilão especificamente, o edital falha por não ter definido produtos diferentes para usinas novas e antigas. Com isso, na prática no leilão os consumidores foram obrigados, à sua revelia, a pagar pela compra de um carro novo com a possibilidade de receberem um carro velho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Associação também considera absurda a contratação de térmicas a carvão mineral no certame. Essas usinas, por suas características operativas, têm uma resposta lenta às necessidades de acréscimo de geração nos momentos de necessidade, sendo opções totalmente ineficientes para o atendimento da demanda de flexibilidade vivida hoje na operação do sistema.&nbsp;Além disso, as unidades têm custo elevado, alto impacto ambiental e baixa eficiência energética.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Compulsoriedade da Tarifa Branca tem de passar por período-sombra</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/compulsoriedade-da-tarifa-branca-tem-de-passar-por-periodo-sombra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 17:29:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE) defende que a ampliação da Tarifa Branca para os consumidores de baixa tensão (Grupo B) seja feita com cautela, base técnica e em benefício da sociedade. A entidade reconhece que a sinalização horária para os custos da energia proporcionada pela implementação da Tarifa Branca é coerente com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE) defende que a ampliação da Tarifa Branca para os consumidores de baixa tensão (Grupo B) seja feita com cautela, base técnica e em benefício da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entidade reconhece que a sinalização horária para os custos da energia proporcionada pela implementação da Tarifa Branca é coerente com a modernização do setor elétrico e pode contribuir com a mitigação dos efeitos operativos da expansão da geração solar, especialmente nos horários de ponta e nas variabilidades de carga no fim do dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a ANACE alerta que a aplicação compulsória da Tarifa Branca, na velocidade proposta, atingindo os consumidores de baixa tensão que consomem acima de 1000 kWh por mês, pode gerar aumento de custos, baixa efetividade sistêmica e forte contestação por parte dos consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A modernização tarifária só será legítima se vier acompanhada de modicidade tarifária, transparência, transição adequada e evidências concretas de benefício sistêmico. Para tanto, é preciso aumentar a transparência e reduzir riscos do processo”, avalia o diretor-presidente da ANACE, Carlos Faria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tanto, a principal recomendação da Associação apresentada para a&nbsp; Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no âmbito da Consulta Pública 046/2025, que avalia o&nbsp; tema, é a promoção de um “período-sombra” para conhecer melhor o perfil intradiário de consumo dos segmentos residencial, comercial, serviços e pequenas indústrias, antes da efetiva entrada em vigor das novas regras da modalidade tarifária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na visão da ANACE, o estabelecimento de um período transitório de 24 ciclos de faturamento em operação sombra é imprescindível para a realização de estudos, campanhas de medição, projetos-piloto e sandboxes tarifários, e conscientização dos consumidores que, durante esse período, receberiam suas faturas de energia com detalhamento dos gastos em kWh por posto horário, participação percentual, valor por faixa e comparação direta entre a tarifa convencional e a nova modalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ANACE também propõe que, em um primeiro momento, a adesão à Tarifa Branca permaneça estritamente opcional por 18 meses e seja acompanhada de uma campanha obrigatória de educação e esclarecimento ao consumidor, com linguagem simples, comunicação multicanal e faturas comparativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a regulação, a ANACE também propõe ajustes relevantes para aumentar a transparência e reduzir riscos; entre estes, destaca-se o enquadramento compulsório na modalidade considerando a energia efetivamente importada da rede, inclusive nos casos de compensação de micro e minigeração distribuída (MMGD).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a Associação propõe regras específicas para novas unidades consumidoras, com pelo menos 12 meses de estabilização antes de qualquer compulsoriedade, mediante a previsão de salvaguardas contra aumentos abruptos de custos e prazo adicional de adaptação para consumidores cuja despesa suba mais de 10% a 15%, permitindo mecanismos formais de contestação e revisão de enquadramento, com a possibilidade de aplicação da tarifa convencional quando houver mudança estrutural e permanente no perfil de consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.anacebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CP-046-2025-Aplicacao-compulsoria-da-Tarifa-Horaria-Branca-1.pdf" data-type="link" data-id="https://www.anacebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CP-046-2025-Aplicacao-compulsoria-da-Tarifa-Horaria-Branca-1.pdf">Confira aqui a contribuição sobre o tema apresentada pela ANACE à Aneel.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Curtailment: Mecanismos regulatórios precisam valorizar flexibilidade dos ativos de geração</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/curtailment-mecanismos-regulatorios-precisam-valorizar-flexibilidade-dos-ativos-de-geracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 17:25:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
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					<description><![CDATA[A solução dos cortes de geração e dos seus efeitos negativos sobre o setor elétrico passa pela definição de mecanismos regulatórios que valorizem não apenas o volume de energia contratado, mas também atributos como flexibilidade, capacidade de resposta, localização e possibilidade de entrega da energia em horários críticos. Essa condição se deve ao fato de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A solução dos cortes de geração e dos seus efeitos negativos sobre o setor elétrico passa pela definição de mecanismos regulatórios que valorizem não apenas o volume de energia contratado, mas também atributos como flexibilidade, capacidade de resposta, localização e possibilidade de entrega da energia em horários críticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa condição se deve ao fato de que o Brasil não passa por um problema de falta de energia, mas efetivamente enfrenta um problema de qualidade temporal e operacional da oferta diante da curva de consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, boa parte dos empreendimentos de geração de energia no país foi estruturada em contratos baseados, direta ou indiretamente, na lógica da garantia física: um volume de energia associado à expectativa de entrega e à previsibilidade de receita para o investidor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse modelo foi importante para viabilizar financeiramente a expansão do setor, mas não resolve o fato de que a energia deve estar disponível quando o sistema efetivamente precisa dela. Afinal, as fontes renováveis intermitentes proporcionam elevados excedentes de geração em determinados horários de maneira descasada com a curva de consumo, cuja necessidade de atendimento é superior em janelas específicas. O principal exemplo disso é o que se verifica no final do dia, quando as usinas solares deixam de operar e o consumo aumenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato é que o país tem energia de sobra, mas convive com a crescente dificuldade para compatibilizar a produção com a curva real de carga. Quando a contratação e a remuneração não incorporam, de forma mais clara, sinais locacionais, temporais e de flexibilidade, o resultado é um sistema com sobra de energia em certos períodos e escassez operacional relativa em outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, o curtailment deixa de ser apenas um problema conjuntural e passa a refletir uma limitação estrutural do modelo de expansão e contratação. A sinalização econômica ainda remunera, em grande medida, a existência de um volume contratado, mas não necessariamente a capacidade de modular, deslocar ou disponibilizar energia com aderência às imprescindibilidades operativas do sistema. Isso cria um descompasso entre a lógica contratual do investidor e a lógica física da operação elétrica. Enfrentar o curtailment exige reconhecer essa mudança e ajustar os sinais de mercado, planejamento e regulação a essa nova realidade.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Contribuição à Aneel: ANACE defende mais controle e transparência na CDE</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/contribuicao-a-aneel-anace-defende-mais-controle-e-transparencia-na-cde/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 18:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
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					<description><![CDATA[A evolução das despesas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) evidencia que os consumidores vêm sendo submetidos a um incremento relevante do custo de energia, em grande medida associado ao repasse de “subsídios” e “decisões” políticas setoriais direcionadas a outros agentes e/ou segmentos. Neste contexto, a ANACE entende ser indispensável aprofundar o debate sobre a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A evolução das despesas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) evidencia que os consumidores vêm sendo submetidos a um incremento relevante do custo de energia, em grande medida associado ao repasse de “subsídios” e “decisões” políticas setoriais direcionadas a outros agentes e/ou segmentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, a ANACE entende ser indispensável aprofundar o debate sobre a metodologia de apropriação de custos e rateio; a efetividade, o enfoque e a governança dos subsídios custeados pela CDE; e os mecanismos de controle e auditoria das despesas financiadas pelo encargo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas premissas serviram de base para a contribuição da Associação na consulta pública promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o orçamento e as quotas anuais do encargo neste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com foco na modicidade tarifária, isonomia e governança, as recomendações defendem que a decisão regulatória esteja apoiada não apenas na consolidação contábil das rubricas, mas também em evidências verificáveis sobre drivers de custo, critérios de elegibilidade, controles, trilhas de auditoria e resultados esperados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.anacebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/01/CP-044-2025-ANEEL-Orcamento-CDE-2026.pdf">Confira aqui a contribuição completa.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Curtailment não pode socializar riscos estruturais do setor</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/curtailment-nao-pode-socializar-riscos-estruturais-do-setor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 16:40:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anacebrasil.org.br/?p=19404</guid>

					<description><![CDATA[As regras de divisão dos custos dos cortes de geração propostas pelo governo federal precisam de ajustes para reduzir o custo a ser coberto pelos consumidores, diminuir os riscos de litígios e evitar a socialização de riscos estruturais do setor elétrico. Confira as principais recomendações da ANACE na consulta pública realizada pelo Ministério de Minas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="19404" class="elementor elementor-19404">
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<p class="wp-block-paragraph">As regras de divisão dos custos dos cortes de geração propostas pelo governo federal precisam de ajustes para reduzir o custo a ser coberto pelos consumidores, diminuir os riscos de litígios e evitar a socialização de riscos estruturais do setor elétrico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira as principais recomendações da ANACE na consulta pública realizada pelo Ministério de Minas e Energia para elaboração de decreto sobre o assunto:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1. Excluir atrasos de transmissão como causa para ressarcimento: atraso de obra é risco</p>



<p class="wp-block-paragraph">estrutural e não deve fazer parte dos cálculos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. Rever a regra de “prevalência” em eventos com múltiplas causas: substituir por</p>



<p class="wp-block-paragraph">segmentação ou rateio causal. Nos casos em que isso não for tecnicamente possível, deve ser aplicada a regra mais favorável ao consumidor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. No cálculo de “sobreoferta”, devem ser utilizadas variáveis não contestáveis (carga medida, em vez de carga bruta) e retirados itens estimados (como MMGD estimada) na fórmula, reduzindo espaço para disputa metodológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. PLD horário e rastreabilidade: o preço e o pagamento das compensações devem ser vinculados a data, hora e motivo do corte, com memória de cálculo auditável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. Auditoria independente e transparência pública: as regras devem prever cláusula de governança com verificação por terceiro e publicação padronizada dos eventos, classificações, MWh e valores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses ajustes devem promover redução significativa do montante de ressarcimento e aumentar a transparência no processo para todos os agentes. Isso deve se dar das seguintes formas:</p>


<ul style="list-style: disc; padding-left: 20px;">
<li>Redução do volume elegível (MWh): ao excluir atrasos de transmissão e impedir “migração automática” de eventos mistos para categorias compensáveis, diminui-se o conjunto de cortes indenizáveis.</li>



<li>Menos “zona cinzenta” e menos reclassificações: simplificar o filtro de sobreoferta (com carga medida e menor dependência de estimativas) reduz contencioso técnico e o risco de expansão do passivo por disputas metodológicas.</li>

<li>Preço mais aderente ao evento: PLD horário com rastreabilidade limita distorções e dificulta pagamentos “agregados” sem lastro em evento específico.</li>

<li>Controle externo e disciplina regulatória: auditoria independente e transparência pública melhoram a governança, reduzindo pagamento indevido e judicialização.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Confira a íntegra da contribuição <a href="https://www.anacebrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/01/CP-210-2025-MME-Termo-de-Compromisso-Curtailment.pdf">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>
						</div>
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		<item>
		<title>Brasil pagou o dobro do Paraguai em 2025 por energia de Itaipu</title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/brasil-pagou-o-dobro-do-paraguai-em-2025-por-energia-de-itaipu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 18:08:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anacebrasil.org.br/?p=19386</guid>

					<description><![CDATA[Os consumidores brasileiros pagaram mais que o dobro do valor cobrado dos paraguaios pela energia gerada pela usina de Itaipu em 2025, apesar de o Brasil ter arcado com a maior parte dos custos da hidrelétrica binacional.&#160;&#160; Dados da própria usina mostram que, enquanto o Brasil respondeu por 78,5% do Custo Unitário dos Serviços de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os consumidores brasileiros pagaram mais que o dobro do valor cobrado dos paraguaios pela energia gerada pela usina de Itaipu em 2025, apesar de o Brasil ter arcado com a maior parte dos custos da hidrelétrica binacional.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados da própria usina mostram que, enquanto o Brasil respondeu por 78,5% do Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade (Cuse), recebeu apenas 64,44% da energia produzida. O resultado foi um preço médio de US$ 47,35 por MWh para os brasileiros, contra US$ 23,17 por MWh pagos pelos paraguaios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A distorção, segundo especialistas, é consequência das negociações tarifárias conduzidas desde 2022 pela diretoria e pelo conselho da companhia, que optaram por negociar a tarifa da usina para os anos de 2022, 2023 e 2024 em vez de aplicar o critério de custo previsto no Tratado de Itaipu e em seu Anexo C (que estabelece as bases financeiras da usina).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor-presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Carlos Faria, também vê como muito grave o fato de recursos do orçamento de Itaipu continuarem sendo destinados a outros propósitos que não têm nada a ver com as suas atividades.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Preocupa muito que essa situação se soma ao fato de que o financiamento para a construção da usina já foi amortizado. Não faz sentido, portanto, que os brasileiros continuem pagando o mesmo valor pela energia.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira a íntegra da reportagem&nbsp;<a href="https://valor.globo.com/brasil/noticia/2026/01/09/brasil-pagou-o-dobro-do-paraguai-em-2025-por-energia-de-itaipu.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>MMGD: Mais desigualdade e pressões tarifárias </title>
		<link>https://www.anacebrasil.org.br/mmgd-mais-desigualdade-e-pressoes-tarifarias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Faria]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 18:58:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião ANACE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anacebrasil.org.br/?p=19368</guid>

					<description><![CDATA[A energia solar fotovoltaica é estratégica para a descarbonização e redução dos custos de geração de energia elétrica no mundo inteiro – seja na forma de usinas centralizadas de grande porte, seja por meio de projetos de geração distribuída –, podendo proporcionar resultados econômicos e ambientais muito relevantes.&#160;&#160; Essas vantagens não podem, no entanto, se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A energia solar fotovoltaica é estratégica para a descarbonização e redução dos custos de geração de energia elétrica no mundo inteiro – seja na forma de usinas centralizadas de grande porte, seja por meio de projetos de geração distribuída –, podendo proporcionar resultados econômicos e ambientais muito relevantes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas vantagens não podem, no entanto, se dar às custas dos consumidores que não dispõem dos sistemas, como acontece hoje no caso dos sistemas de micro e minigeração distribuída (MMGD) no Brasil.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É sob essa ótica que precisam ser analisados os resultados de estudo divulgado pela Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) na semana passada sobre os efeitos dos sistemas na economia e no setor elétrico brasileiros.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto macroeconômico indicado no estudo é questionável. Os principais componentes dos sistemas fotovoltaicos são importados da China e apenas montados no Brasil, com elevado grau de envio de divisas para o exterior e baixa geração de empregos de qualidade no país.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a parcela de resultados que permanece no Brasil acentua a má distribuição de renda no país. O estudo Proposta de aprimoramento do marco legal e regulatório da micro e minigeração distribuída: segurança jurídica, respeito aos prossumidores, tratamento isonômico e equidade social, desenvolvido pelo consultor e pesquisador Marcos Delgado, revela que a rentabilidade da MMGD atingiu níveis muito acima de outros setores de infraestrutura, com taxas internas de retorno que podem ultrapassar 50% ao ano. Essa atratividade decorre da combinação entre a queda dos preços dos módulos fotovoltaicos e a manutenção de subsídios previstos na Lei 14.300/22.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa que, por melhores que sejam os resultados econômicos do segmento, acentuam a desigualdade socioeconômica no país. Nesse sentido, vale lembrar que os incentivos que garantem tais rentabilidades têm sido financiados pelos demais consumidores, que arcam com tarifas mais altas. Em julho de 2025, por exemplo, cada unidade beneficiada pela MMGD recebeu, em média, R$ 210 mensais em subsídios, valor quase sete vezes maior do que o repassado aos consumidores de baixa renda (R$ 31/mês), como mostra o mesmo estudo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Preocupações no mesmo sentido foram identificadas em estudo realizado pela Controladoria Geral da União (CGU) que avaliou a relação entre a evolução da potência instalada da categoria e o comportamento das tarifas no mercado regulado, por meio de uma regressão linear múltipla com base em um modelo econométrico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados apontaram uma relação positiva entre o aumento da tarifa de energia elétrica e o crescimento da potência instalada de MMGD, no período de 2012 a 2024, considerando-se dados de 24 distribuidoras de energia, como detalha reportagem de <a href="https://megawhat.uol.com.br/geracao/micro-e-minigeracao-distribuida/mmgd-pressiona-tarifas-de-energia-e-agrava-desigualdade-entre-consumidores-diz-cgu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Camila Maia, da MegaWhat</a>. Mantendo as variáveis constantes, 1% de aumento da potência instalada média de MMGD leva a um acréscimo de 0,014% na tarifa de energia.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já quanto aos benefícios técnicos tradicionalmente atribuídos à MMGD — como a redução de perdas elétricas e de investimentos em transmissão —, as análises estatísticas incluídas no estudo do consultor Delgado indicam que os benefícios foram circunstanciais e não se sustentaram com a massificação da modalidade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, os efeitos negativos se intensificaram: a sobreoferta de geração distribuída contribuiu diretamente para o aumento dos cortes de geração (curtailment) determinados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), penalizando usinas centralizadas e os consumidores que terão de arcar com tais custos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, quanto aos impactos ambientais da MMGD, é preciso ter muita cautela com conclusões precipitadas. Isso porque, com uma renovabilidade da ordem de 90%, a matriz elétrica brasileira está entre as mais limpas do mundo e, considerando os cortes de geração estimulados principalmente pelo crescimento excessivo MMGD, na prática a substituição que parece estar acontecendo é de energia renovável por renovável, com efeitos mínimos ou inexistentes em termos de redução de emissões de carbono.&nbsp;</p>
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