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Petrobras reduzirá importação de gás da Bolívia a partir do dia 11

Data: 9/3/2020

RIO – A partir do dia 11, a Petrobras vai reduzir as importações do gás natural da Bolívia para 20 milhões de metros cúbicos por dia, contra os atuais 30 milhões que vinham sendo importados nos últimos 20 anos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pela Petrobras, que comunicou ao mercado ter assinado um novo aditivo ao contrato de fornecimento de gás, datado de 1999, com a Yacimientos Petrolíferos Fiscales de Bolívia(YPFB).

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De acordo com a diretora de Refino e Gás da Petrobras, Anelise lara, que está em Santa Cruz de La Sierra onde participou da assinatura do acordo, ele foi positivo para as duas empresas e abre espaço agora para a entrada da iniciativa privada no setor de gás.

– É mais um importante passo na abertura do mercado de gás. Estamos satisfeitos com o resultado do acordo que foi bom para as duas partes, e a empresa está contribuindo mais um pouco para a abertura desse mercado. Aguardamos a chegada das empresas privadas para participar desse processo agora – destacou Anelise.

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De acordo com a diretora, não foi feita qualquer mudança na fórmula de calcular os preços do gás, que leva em conta uma cesta de produtos derivados do petróleo.

Pelo aditivo assinado hoje, está prevista a redução dos volumes importados de 30 milhões de metros cúbicos para 20 milhões de metros cúbicos por dia. Isso vai permitir que o volume excedente agora, segundo a Petrobras, seja comercializado diretamente pela YPFB com outros agentes do mercado no Brasil.

A Petrobras afirmou que com a redução das importações de gás natural, considera que concluiu mais uma das etapas do Termo de Cessação de Conduta (TCC) assinado com o Cade no ano passado e que prevê sua saída gradual de vários setores do mercado de gás natural como transporte e distribuição.

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Um dia antes de expirar o prazo do contrato com a Bolívia – 31 de dezembro de 2019 – e ainda em negociação, a Petrobras assinou um contrato de transição com a YFB, que vigoraria de 1º de janeiro a 10 de março, até o fechamento total de um acordo que evitaria a suspensão do suprimento do gás.

Fonte: O Globo - Ramona Ordoñez