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Tecnologia limpa: entenda os benefícios em 7 passos

Data: 29/4/2021

Por Rodrigo Berté, da Uninter. Foto: divulgação

As tecnologias limpas são práticas que previnem ou minimizam os impactos ambientais, ou seja, elas considerando um conjunto de soluções com baixo impacto ao meio ambiente, utilizando menos recursos naturais.

‘Um exemplo de aplicação da tecnologia limpa é quando se reinsere, na cadeia de produção, um material que poderá se tornar um novo produto, o que chamamos de logística reversa’, mostra o Ph.D e diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades do grupo Uninter, Rodrigo Berté.

Michele Rodrigues, do Centro Universitário da FEI. Foto: divulgação

Embora o tema seja de extrema relevância, no País, ainda há espaço para crescer.

‘Por aqui, a maior barreira é a de mudar a consciência das pessoas. Por exemplo, o Brasil realizou um programa piloto onde as empresas ofertam a redução do consumo de energia nos horários de picos, evitando utilizar as usinas termoelétrica a diesel. Entretanto, tivemos pouca adesão das empresas nacionais’, lamenta a professora adjunta que atua na graduação na área de instalações elétricas do Centro Universitário FEI, Michele Rodrigues.

Para esclarecer o tema, estes especialistas, entrevistados pelo Portal de Notícias da GS1 Brasil, elencaram alguns pontos que mostram a importância desse conceito. Acompanhe:

1. Vantagens

Os benefícios da tecnologia limpa são muitos. Entre eles, o reaproveitamento de matérias por meio do reuso e reciclagem, para que não haja necessidade de buscá-las na natureza. Portanto, há uma economia para as empresas e vantagens ao meio-ambiente.

Tais benefícios já são reconhecidos por atenderem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Organização das Nações Unidas (ONU).

2. Desenvolvimento sustentável

As tecnologias limpas são importantes para o desenvolvimento sustentável. Portanto, para reduzir o efeito estufa e o consequente aquecimento global. Hoje, por exemplo, um dos temas em destaque é a redução da pegada de carbono.

3. Reaproveitamento

Um exemplo prático de tecnologia limpa é o uso do lixo para geração de energia elétrica. Dados da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), de 2019, mostram que se uma fatia de 35% de todo o lixo descartado no País fosse destinada à geração de energia, o Brasil poderia produzir 1.300 GWh/mês, o equivalente a 3,29% da demanda nacional de eletricidade.

4. Abertura para novos mercados

O setor de energia elétrica, por exemplo, vem se destacando com as novas fontes de geração de energia limpa, como a geração solar e eólica. Adicionalmente, o uso de veículos elétricos ganha espaço no mundo, em busca de menor emissão de CO2.

Aliás, algumas empresas da cadeia automobilística estão se programando para que, até 2030, não se comercializem mais carros a combustão.

5. Novos modelos de produção

Outro setor que tem se destacado com o uso de tecnologias limpas é o automotivo. Atualmente, já se pode encontrar no mercado modelos importados com o tecido dos bancos feitos de fios oriundos de garrafas pet descartadas e recicladas, se tornando um diferencial competitivo. O mesmo material também tem sido explorado para o desenvolvimento de cabines de caminhões.

6. Avanços no Brasil

O fato de o Brasil ter avançado nas modalidades de licença ambiental tem garantido um cuidado maior com o meio ambiente. Além disso, o País tem renovado a matriz energética, a de petróleo para biocombustíveis e a cadeia de produção tem buscado a logística reversa como modelo de tecnologias limpas para todos os setores.

7. Desafios a serem vencidos

Os principais gargalos que precisam ser vencidos para que as tecnologias limpas avancem ainda mais no Brasil são a burocracia estatal, altas taxas de importação, impostos elevados, falta de comprometimento governamental e linhas de crédito especificas para esse fim.

Foto: iStock

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Fonte: GS1